sexta-feira, 9 de maio de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
Parece que foi ontem que vi o teu rosto...
De olhar nos teus olhos e te ver retribuir o olhar.
Obrigado por tudo o que tu fizes-te...
As vezes eu quero te chamar,
mas eu sei que tu não estarás lá.
Estamos tão distantes como o céu e o mar.
Não te preocupes com a distância,
eu estou lá se tu te sentir sozinha.
Ouve essa música mais uma vez,
fecha os teus olhos.
Escuta a minha voz ela é meu disfarce,
eu estou ao teu lado...
Eu devia ter feito e dito pequenas coisas.
Simplesmente nunca aproveitei o tempo.
Tu sempre estiveste no meu pensamento...
E tantas vezes eu já sorri,
Só por lembrar-me, só por pensar em ti!
Fechei-me para o amor.
Eu não preciso sentir dor...
O tempo começa a passar...
Chegou a hora de ser uma rapariga grande!
e que não tem corrimão.
Vai a caminho do sol
mas nunca passa do chão.
os degraus, quando mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos, nem sobresaltos
servem sequer de lição.
Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
o lastro do coração.
Sobe-se numa corrida.
Correm-se perigos em vão.
Advinhaste: é a vida
a escada sem corrimão!
quarta-feira, 5 de março de 2008
"Sejamos realistas. A geração que hoje vive
Dirijo-me especificamente ás pessoas da minha faixa etária (dos 20 aos 30), nascemos em liberdade, ou pelo menos, temos essa ilusão. O que é que fazemos com ela? Compramos uma Playstation e achamos isso divertido. Ouvimos música insípida e banal e achamos divertido, ao ponto de abanarmos as ancas. Vimos uns filmes do Michael Moore e chamamo-nos revoltados e conscientes. Tirámos, ou estamos a tirar, cursos universitários e achamo-nos úteis. Vamos trabalhar para trás de balcões em lojas de roupa da moda e acabámos frustrados. È este o triste destino dos filhos da revolução. E nós que íamos ser todos artistas…
Infelizmente o tempo das revoluções colectiva acabou. Nenhum motivo parece suficiente válido para juntar pessoas e gritar e lutar contra alguma coisa. Isto porque já temos tudo. Estas manifestações públicas que se vão fazendo hoje em dia, parecem-nos (pelo menos a mim) exercícios puramente vazios. Manifestar por manifestar. Lutar por lutar. Não lutar por alguma coisa mas sim lutar simplesmente porque nos pareceu que o devíamos fazer. Acabaram-se as ideologias. Acabaram-se as convicções. Existe esse tudo que é nada: o centro, mais á direita ou mais a esquerda, não interessa.
Eu acredito, mais uma vez por uma questão de fé, que a próxima grande revolução será uma revolução individual. Ela já está a acontecer. Não sei se está no caminho certo mas ela está a acontecer… Os “jovens” de hoje fecham-se em casa a “teclar” com o computador… vivem “alienados” do resto do mundo. Cada vez mais “solitários”. Pode ser que algum dia, no meio da “solidão”, comecem a pensar…tomem consciência “de si próprios”. Que podem fazer “coisas”…"
texto extraído de in" Dormitório nº0"
Podem começar a fazer “coisas”…a “pensar” em “coisas”…
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Há tanta coisa que vai agora na minha cabeça, que vai cá dentro, mas não me estou a conseguir exprimir, não sai nada. Sinceramente estou farta, estou cansada destas confusões todas, deste “mundinho”, de ter lutado e dado demais por algo que há partida sabia que era uma luta em vão…mas que raio de mania eu tenho! Esgotei mesmo, não quero mais estas conversas, não quero mais falar sempre do mesmo…não quero!
Apenas queria ser eternamente criança e pensar que brincar é meter coisas belas no coração, o mundo sem qualquer papão, sem entender aquelas coisas do coração que dói e dói...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008